terça-feira, 14 de outubro de 2008

Escravos da liberdade


"Estes são os que dentre os homens foram comprados como primícias para Deus e para o Cordeiro." Ap 14:4b

Fomos comprados por Cristo quando ainda éramos escravos do pecado. Estávamos de baixo da servidão imposta por satanás, devido a origem de nossa desobediência a Deus - o pecado de Adão - Assim, nos tornamos escravos de nossas concupiscência, fazendo as vontades daquele que nos sujeitou - O diabo, o senhor deste século; nós, seus escravos, por meio do pecado da desobediência.
"A escravidão é a prática social em que um ser humano tem direitos de propriedade sobre outro designado por escravo, ao qual é imposta tal condição por meio da força. Em algumas sociedades desde os tempos mais remotos os escravos eram legalmente definidos como uma mercadoria. Os preços variavam conforme o sexo, a idade, a procedência e destino, pois os que iam para as minas de ouro valiam muito mais."

"A história da escravidão no mundo é tão antiga quanto a da própria humanidade. Porém a forma mais comum de escravidão registrada históricamente tem origem a partir da relação de forças entre conquistadores e conquistados, com os primeiros impondo a condição servil aos segundos. Povos inteiros eram submetidos à servidão por terem sucumbido ao poder de um determinado conquistador."

Não tínhamos força e nem poder em nós para nos libertarmos da servidão do pecado e do diabo. Deus deu leis aos homens para mostrá-los que nunca conseguiriam liberdade por suas próprias capacidades. O homem precisava reconhecer sua fragilidade e impotência diante do pecado e do diabo entregando-se por inteiro à Deus em submissão e total confiança no poder que Ele possuia para libertá-lo.

O preço a ser pago era alto, só havia uma alternativa para se pagar o valor exigido. O interessado nos escravos precisava assumir a dívida de todos, dos escravos vivos, dos mortos e até dos que ainda haveriam de nascer. Tarefa difícil, tarefa que exigia sacrifício e entrega total.

“O qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho a seu tempo.” I Tm 2:6

Jesus cumpriu todas as exigências e por meio da cruz com o sangue da sua vida, pagou toda a nossa dívida e nos comprou para si. Passamos a pertencer, por direito de compra e venda, a outro senhor, agora não mais escravos do pecado, mas agora escravos de Cristo. Deixamos de ser mercadorias do diabo, para sermos mercadorias de Cristo.

“Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus.” I Co 6:20

Fostes comprados por bom preço; não vos façais servos dos homens.” I Co 7:23

A história poderia parar por aqui, porque é muito melhor sermos escravos e mercadorias de Cristo, Senhor dos senhores, Justo e Fiel, bom e rico em compaixão, amor, misericórdia e graça; do que ser do pecado e do diabo.

Mas, o nosso Senhor fez mais e melhor por nós.

“Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz.” Cl 2:14

"Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão." Gl 5:1

"E, libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça." Rm 6:18

Jesus, após nos comprar, nos deu a carta de alforria, a garantia de nossa liberdade definitiva. Estamos livres! E agora podemos escolher e decidir o que vamos fazer com essa liberdade! Não precisamos mais fazer o que nos mandam! Não precisamos mais ter medo, agora poderemos seguir o caminho que nós mesmos traçarmos pra nós!

"A carta de alforria era um documento através do qual o proprietário de um escravo rescindia dos seus direitos de propriedade sobre o mesmo. O escravo liberto por esse dispositivo era habitualmente chamado de negro forro."

E agora?! O que faremos com essa liberdade que recebemos?

“Não sabeis vós que a quem vos apresentardes por servos para lhe obedecer, sois servos daquele a quem obedeceis, ou do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça? Mas graças a Deus que, tendo sido servos do pecado, obedecestes de coração à forma de doutrina a que fostes entregues. E, libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça. Porque, quando éreis servos do pecado, estáveis livres da justiça. E que fruto tínheis então das coisas de que agora vos envergonhais? Porque o fim delas é a morte. Mas agora, libertados do pecado, e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação, e por fim a vida eterna.” Rm 6:16-22

Abriremos mão dessa liberdade para servirmos por amor e gratidão àquele que nos comprou e nos libertou? Ou nos entregaremos conscientes à escravidão àquele que nos manteve a vida inteira em servidão desumana?

Rasgaremos a carta de alforria como sinal da nossa escolha por serví-lo de boa vontade ou escolheremos o caminho da ingratidão e do egoísmo?

"Então disse Jesus aos doze: Quereis vós também retirar-vos? Respondeu-lhe, pois, Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós?Se só tu tens as palavras da vida eterna. E nós temos crido e conhecido que tu és o Cristo, o Filho do Deus vivente." Jo 6: 67-69

Se nos apresentármos a Ele como servos arrependidos, Ele nos receberá como filhos, se nos apresentármos como servos obedientes, Ele nos receberá como amigos.

"E, tornando em si, disse: Quantos servos de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome!Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e perante ti; Já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como um dos teus servos.E, levantando-se, foi para seu pai; e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou. Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa; e vesti-lho, e ponde-lhe um anel na mão, e alparcas nos pés; E trazei o bezerro cevado, e matai-o; e comamos, e alegremo-nos; Porque este meu filho estava morto, e reviveu, tinha-se perdido, e foi achado. E começaram a alegrar-se." Lc 15: 17-20,22-24

"Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos.Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando." Jo 15:13-14

Muitos negros quando receberam suas liberdades não sabiam o que fazer com elas, pois afinal, muitos foram escravos durante toda a sua vida e por isso não sabiam pra onde ir. E nós, sabemos pra onde estamos indo?

Enquanto estivermos peregrinando por esta terra não deixaremos nunca de sermos servos. Mas o fator que determinará para que lugar estamos indo só ficará claro quando cada um de nós respondermos a seguinte pergunta pra nós mesmos: A qual senhor eu pertenço? A qual senhor eu tenho obedecido?

Pare e pense nisso!



Àquele no qual nossa liberdade é perfeitamente exercida, seja a glória e força e o senhorio agora e para todo sempre, pelos séculos dos séculos. Amém


Graça e Paz


segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Festa no Deserto: O deserto não é o nosso lar.


“E depois foram Moisés e Arão e disseram a Faraó: Assim diz o SENHOR Deus de Israel: Deixa ir o meu povo, para que me celebre uma festa no deserto”. Exodo 5:1

Deus ouviu o clamor por socorro daquele povo. Povo esse escolhido para ser seu, para sua glória entre as nações estava escravizado no Egito. E Deus envia um libertador, para retirá-los do Egito passar com eles pelo deserto a caminho de uma terra de descanso que manava leite e mel – Canaã. Mas antes de chegar nessa terra de descanso e delícias esse povo tinha que marcar sua peregrinação por esse deserto com uma festa para Deus.

O apóstolo Paulo escreve em sua carta aos romanos assim: “Mas nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos, e não agradar a nós mesmos. Portanto cada um de nós agrade ao seu próximo no que é bom para edificação. Porque também Cristo não agradou a si mesmo, mas, como está escrito: Sobre mim caíram as injúrias dos que te injuriavam. Porque tudo o que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras tenhamos esperança.”Cap:1-4 – Ou seja, tudo que o povo de Israel passou no deserto, está escrito para que hoje nós venhamos aprender como nos comportarmos diante deste mundo tenebroso, que para nós hoje, não passa de um deserto. Onde temos que aprender a nos relacionar bem, a nos suportarmos em amor, a nos importarmos mais em agradar ao próximo do que a nós mesmos, até porque Jesus pagou tudo por nós, mas deixou uma dívida para nós pagarmos, que foi o amor uns pelos outros. Essa é a dívida que assumimos com Cristo em relação ao nosso próximo. E o maior desafio que temos hoje nas nossas vidas nessa peregrinação por esse mundo é marcá-la com festas para Deus. Mas que festa é essa? Que tipo de festa celebrarei para Deus? Você pode estar se fazendo esse tipo de pergunta, assim como há um pouco mais de dois anos atrás eu me fiz quando Deus me deu essa palavra para que eu vivesse. Mas prossiga junto comigo que você entenderá.

Esse povo foi tirado da escravidão imposta pelo Rei do Egito, assim como nós fomos resgatados da escravidão imposta pelo diabo deus deste mundo. Eles através de Moisés e nós através de Cristo. Moisés pré-figurava Jesus no antigo testamento, nosso Salvador e Libertador. Eles passaram a ter a consciência que agora teriam um lar, uma terra preparada pra eles prometida por Deus; nós, da mesma forma, tomamos consciência em Cristo que esse mundo aqui não tem mais nada a nos oferecer, porque nos foi revelado que temos um lar, uma terra preparada pra nós prometida por Deus em Jesus, portanto nossa visão a respeito desse mundo hoje tem que ser como quem se vê numa peregrinação por um deserto. Deserto não é lugar de moradia fixa, se fosse Deus mandaria aquele povo construir casas e não tendas! O deserto não é o nosso lar! Estamos só de passagem por esse deserto. E durante essa passagem vamos encontrar desafios, inimigos virão ao nosso encontro para impedir que cumpramos nossa viagem, vai haver desânimo, aparente escassez de mantimentos, dúvidas, cansaço, gigantes, frio, calor, medo, incerteza e muitas outras coisas que o deserto tentará provocar em nós para que venhamos a perder o alvo, o nosso principal objetivo – honrar a Deus.

A fé não nos isenta de dúvida, porque a dúvida é não saber se irá ver acontecer o que se deseja. Mas a fé não se baseia em saber se vai acontecer, mas sim em crer, sem ter base no ver, que vai acontecer. Fé é esperança e esperança que se vê não é esperança. Mas se esperamos em Cristo, podemos esperar com paciência porque Ele é Fiel e Justo para cumprir tudo o que prometeu. E é baseado nisso que esperamos a nossa chegada nesse lar que Ele preparou para nós. Mas antes temos que fazer festa para Deus no deserto. No evangelho segundo Lucas está escrito assim: “Digo-vos que assim haverá festa no céu por um pecador que se arrepende, mais do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento...Assim vos digo que há festa diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende.” Cap. 15: 7,10 - Ou seja, nossa peregrinação precisa ser marcada por isso, por pecadores arrependidos diante do Senhor, essa é a festa que Deus quer que promovamos no deserto para Ele.

Deus não quer que nos embaracemos com as coisas dessa vida desértica e que nem morramos nesse deserto. Ele quer nos receber, abrindo as portas do céu para nós entrarmos como fiéis. Não deixemos nossas dúvidas e anseios serem maiores que nossa fé e obediência assim como o povo de Israel fez. Façamos tendas e não casas no deserto, não se apegue ao deserto, não ame o deserto, não crie vínculos com o deserto, porque o deserto não é seu lar.

Guardemos firme a esperança de sermos recebidos por Cristo Jesus nas portas do céu como vitoriosos, para que possamos estar aptos por Ele e nEle a ouvirmos a esperada frase “Venham benditos de meu Pai! Recebam como herança o Reino que lhes foi preparado desde a criação do mundo.”


Àquele que é Fiel e Justo para guardar o nosso depósito e cumprir tudo o que prometeu seja a honra, a glória, a força e o poder agora e para todo o sempre, pelos séculos dos séculos. Amém

Graça e Paz

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Tu me amas? Me prove!


"E, depois de terem jantado, disse Jesus a Simão Pedro: Simão, filho de Jonas, Naquele dia conhecereis que estou em meu Pai, e vós em mim, e eu em vós.E ele respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta os meus cordeiros.Tornou a dizer-lhe segunda vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Disse-lhe: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas.Disse-lhe terceira vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Simão entristeceu-se por lhe ter dito terceira vez: Amas-me? E disse-lhe: SENHOR, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo. Jesus disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas. Na verdade, na verdade te digo que, quando eras mais moço, te cingias a ti mesmo, e andavas por onde querias; mas, quando já fores velho, estenderás as tuas mãos, e outro te cingirá, e te levará para onde tu não queiras.E disse isto, significando com que morte havia ele de glorificar a Deus. E, dito isto, disse-lhe: Segue-me".

Sei que já ouvimos e lemos muitas intrepretações e pregações à respeito desse texto. Mas uma coisa me chamou muito a atenção esses dias. Nós, Cristãos, temos uma certa facilidade, que beira, as vezes, a pricipitação de nos emocionármos com uma palavra, canção ou história e declaramos que amamos o Senhor Jesus. Não estou descartando e nem desvalorizando a legitimidade de tal declaração, mas as escrituras nos adverte sobre o amor só de palavras.

"Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade.E nisto conhecemos que somos da verdade, e diante dele asseguraremos nossos corações;Sabendo que, se o nosso coração nos condena, maior é Deus do que o nosso coração, e conhece todas as coisas". I Jo 3: 18-20

E entendo que Jesus, além de estar ensinando algo muito valioso a Pedro, está nos ensinando também que não é suficiente dizer, tem que provar. E provar com atitudes e ação em verdade.
Fomos chamados a prudência e não a precipitação.
Pedro pela emoção e autoconfiança, se precipitou e disse que morreria por Cristo, mas na realidade ele O negaria. (Jo13:36-38)
Jesus, então, estava ensinando a Pedro e a nós hoje que não basta dizer, tem que provar.

"Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu? E dele temos este mandamento: que quem ama a Deus, ame também a seu irmão." I Jo 4:20-21

Se esse amor por Deus não for provado por meio do meu amor praticado para com o próximo, esse amor falado é mentiroso e inútil pra Deus. O meu amor não é provado e aprovado por palavras, mas sim por prática em verdade das mesmas obras que Ele fez, por andar como Ele andou, amar como Ele amou, ser imitador de Deus como Ele foi e por permanecer nEle.

"Quem ama a sua vida perdê-la-á, e quem neste mundo odeia a sua vida, guardá-la-á para a vida eterna.Se alguém me serve, siga-me, e onde eu estiver, ali estará também o meu servo. E, se alguém me servir, meu Pai o honrará." Jo 12:25-26

"Se me amais, guardai os meus mandamentos. Naquele dia conhecereis que estou em meu Pai, e vós em mim, e eu em vós." Jo 14: 15,21

Quando pronuncio com palavras que amo o Senhor, há uma exigência divina: Prove!

Porque aquele que diz amar o Senhor O ouve e O obedece. Quem diz amar o Senhor tem que provar esse amor para que ele não seja só de honraria de inúteis palavras jogadas ao vento. (Mt 15:8)

Quem diz amar o Senhor tem que estar disposto a cuidar e pastorear bem o que é dEle e tem que estar disposto a diminuir para que Ele cresça; se dar para que Ele receba o seu melhor; até se dispor a morrer para não perder nenhum dos quais Ele confiou a você.

Quando morremos com Cristo, a cédula da nossa dívida foi rasgada, mas ressuscitamos com Ele tendo uma dívida que temos o dever de pagar: "...o amor de uns pelos outros, pois aquele que ama seu próximo tem cumprido a lei." Rm 13:8

Amas-me? Prove!

Quando eu mostrar ao mundo que amo a Deus, amando as pessoas com a minha vida, o mundo saberá que Jesus está em mim e eu nEle. Assim como o Pai está nEle e Ele no Pai e aí em fim, sem medo poderei dizer:

Senhor, tu sabes todas as coisas e sabes que te amo.

Graça e Paz



quinta-feira, 5 de junho de 2008

Jesus em cada passo que dou.


"Então ele se levantou, e foi a Sarepta; e, chegando à porta da cidade, eis que estava ali uma mulher viúva apanhando lenha; e ele a chamou, e lhe disse: Traze-me, peço-te, num vaso um pouco de água que beba.E, indo ela a trazê-la, ele a chamou e lhe disse: Traze-me agora também um bocado de pão na tua mão.Porém ela disse: Vive o SENHOR teu Deus, que nem um bolo tenho, senão somente um punhado de farinha numa panela, e um pouco de azeite numa botija; e vês aqui apanhei dois cavacos, e vou prepará-lo para mim e para o meu filho, para que o comamos, e morramos.E Elias lhe disse: Não temas; vai, faze conforme à tua palavra; porém faze dele primeiro para mim um bolo pequeno, e traze-mo aqui; depois farás para ti e para teu filho.Porque assim diz o SENHOR Deus de Israel: A farinha da panela não se acabará, e o azeite da botija não faltará até ao dia em que o SENHOR dê chuva sobre a terra." I Rs 17:10-14

Ontem, não vivi uma história tão dura e sofrível como essa mulher e seu filho viveram, mas pude provar um pouquinho da graça e cuidado que Deus teve por essa família, guardada é claro suas devidas proporções.

Essa mulher já havia perdido as esperanças quanto a sua situação, já estava para acabar sua comida e depois não teria mais como se alimentar e nem alimentar o filho. O jeito era esperarem a morte juntos depois da ultima e derradeira refeição, era o que lhe restava, esperar o fim. Devia estar a muito tempo esperando que algo mudasse, que alguma provisão viesse, mas nada mudava. Pelo contrário, só se agravava mais a situação, o pior parecia inevitável.

Eu trabalho com vendas, num negócio próprio e que estava passando por um período de seca e dificuldade também. E assim como essa mulher, eu estava já me preparando para o pior, perdendo as esperanças de ver algo mudar, pensando já em desistir, parecia que ia tudo continuar do mesmo jeito e eu ia ter que só esperar mesmo o fim chegar.

Só que assim como aconteceu com essa mulher, não foi diferente comigo ontem. Deus enviou a provisão antes que a farinha da vasilha acabasse e o azeite da botija se secasse. As vendas surgiram de uma maneira tão inesperada e tão milagrosa, que só me restou alegrar-me e ver Jesus nisso.

O Senhor Jesus não chega atrasado, Ele sempre tem hora marcada pra chegar e mudar nossa sorte.

Assim como essa mulher viu e eu pude também ver,
Veja hoje você também, Jesus em cada passo seu!

Graça e Paz.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Como será o amanhã? Responda quem souber!


Você tem planos e projetos para o futuro da sua vida?

"Qual de vocês, se quiser construir uma torre, primeiro não se assenta e calcula o preço, para ver se tem dinheiro suficiente para completá-la? Pois, se lançar o alicerce e não for capaz de terminá-la, todos os que a virem rirão dele, dizendo: Este homem começou a construir e não foi capaz de terminar." Lc 14:28-29

Fazer planos e projetos para a nossa vida é algo legítimo, faz parte da natureza de cada indivíduo. Planos e projetos para casar, ter uma boa casa, um bom carro, uma boa condição financeira, uma boa instrução e formação, um bom emprego, uma família feliz e estruturada e etc - Isso tudo é natural e faz parte de nós. Mas será que é só isso e basta? Penso que não.

Você tem planos e projetos para o futuro da sua vida depois da morte?

“Então lhes contou esta parábola: A terra de certo homem rico produziu muito. Ele pensou consigo mesmo: O que vou fazer? Não tenho onde armazenar minha colheita. Então disse: Já sei o que vou fazer. Vou derrubar os celeiros e construir outros maiores e ali guardarei toda a minha safra e todos os meus bens. E direi a mim mesmo: Você tem grande quantidade de bens, armazenados para muitos anos. Descanse, coma, beba e alegre-se. Contudo Deus lhe disse: Insensato! Esta mesma noite a sua vida lhe será exigida. Então, quem ficará com o que você preparou? Assim acontece com quem guarda para si riquezas, mas não é rico para com Deus.” Lc 12: 16-21

Quando nossos planos e projetos só estão ligados aos negócios dessa vida, só pensando no que esta vida pode proporcionar, a nossa idéia de vida só se limita a este mundo e a tudo que está relacionado só com ele, então mostramos que a vida para nós termina aqui.
Mas quando vivo uma vida em que os meus planos e projetos não se limitam a esta vida, quando transcende o que é natural e normal aos olhos de todos, eles se tornam completos. Porque para serem completos precisam ir além desta vida, preciso ter em mente que a vida não acaba aqui. Preciso entender que se quero ter segurança e conforto no céu ao lado de Deus, tudo vai depender das minhas escolhas aqui.

As pessoas a cada dia que passa fincam seus planos e projetos nesta vida, neste mundo imediatista, consumista, cruel, egoísta e competitivo. Esse sistema mundano cria coisas que atraem as pessoas, gerando nelas a necessidade ilusória de que precisam mais e mais de conquistar coisas referentes a esta vida, fazendo com que suas raízes com esse mundo se torne mais profunda.
O que o diabo quer fazer conosco através do seu sistema é nos secularizar, fazer com que andemos no curso deste mundo dentro das igrejas, para que vivamos enganados e percamos a oportunidade que temos de ajuntar no céu nosso verdadeiro tesouro. O que temos ajuntado de valioso no céu? Qual tem sido o meu depósito no céu? Quais tem sido minhas conquistas aqui, que geraram possível segurança e conforto para mim no céu? Ou eu tenho priorizado só segurança e conforto aqui neste mundo?

Neste mundo nada é favorável para os que fazem a vontade de Deus. Será mais comum não ter segurança e conforto do que o contrário. E se eu procuro ter conforto e segurança neste mundo, para que eu não sofra e seja preservado e se procuro não aborrecer esse sistema para que eu não seja visto como um estranho nesse mundo, eu me torno amigo deste mundo.

Os meu planos e projetos mostram de onde sou e onde quero chegar.
Tenha planos e projetos, mas não os limite a essa vida. Porque essa vida passa e junto com ela os planos e projetos que tem nela seu fim.

Que Aquele que é fiel para guardar todo o nosso depósito e tornar bem sucedido todos os nossos caminhos, seja a prioridade sempre em nossos planos e projetos.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

...e a Pedro.


"E, passado o sábado, Maria Madalena, e Maria, mãe de Tiago, e Salomé, compraram aromas para irem ungi-lo. E, no primeiro dia da semana, foram ao sepulcro, de manhã cedo, ao nascer do sol.E diziam umas às outras: Quem nos revolverá a pedra da porta do sepulcro? E, olhando, viram que já a pedra estava revolvida; e era ela muito grande. E, entrando no sepulcro, viram um jovem assentado à direita, vestido de uma roupa comprida, branca; e ficaram espantadas. Ele, porém, disse-lhes: Não vos assusteis; buscais a Jesus Nazareno, que foi crucificado; já ressuscitou, não está aqui; eis aqui o lugar onde o puseram. Mas ide, dizei a seus discípulos, e a Pedro, que ele vai adiante de vós para a Galiléia; ali o vereis, como ele vos disse." Evangelho Segundo Marcos 16:1-7


O Apóstolo Pedro foi a principal fonte que João Marcos, autor desse evangelho, utilizou para compor esse escrito. E por esse motivo que quando lemos essa passagem, vemos essa declaração feita a respeito dos discípulos e de Pedro. Porque isso foi muito significativo para Pedro relatar isso para Marcos. Porque essa pequena frase era de uma importância indizível para Pedro. Para ele ouvir as mulheres que haviam vindo do sepulcro do seu mestre dizer que Jesus havia mandado avisar sobre sua ressurreição para os discípulos e fez menção particular do seu nome, isso era maravilhoso. Ele não esqueceu de mim!- Se maravilhou com certeza Pedro. Mesmo eu tendo negado ele três vezes no momento mais difícil da vida dEle, Jesus não esqueceu de mim, não me rejeitou!
Eu fico imaginando que para Pedro, aquela frase - ...e a Pedro – Foi um bálsamo para seu coração entristecido e amargurado pela traição que havia cometido com seu Mestre. Sentiu-se importante novamente e perdoado.

Aquele Pedro que era autoconfiante, soberbo, presunçoso, orgulhoso, egoísta e invejoso que quando conheceu Jesus se considerava um excelente pescador, que acreditava que com a força do seu braço podia conquistar qualquer coisa, que por ter participado de um evento sem igual com Jesus no Monte da Transfiguração, que foi aquele que disse para Jesus que não podia ir a nenhum outro porque só Jesus tinha a palavra de vida eterna e que também foi o que recebeu a revelação de Deus de que Jesus era o Cristo filho do Deus vivo, esse Pedro, que queria ser o maior no Reino de Deus e que um dia disse ao seu mestre que nunca o trairia, nunca o abandonaria, viu sua vida desmoronar diante de uma simples empregada, logo ele que havia cortado a orelha de um soldado para salvar seu mestre. Ter medo justamente de uma emprega? De uma simples mulher? O mundo de Pedro desmoronou. Tudo que ele pensava que sabia e que conhecia a seu próprio respeito foi embora depois que percebeu o galo cantando. Ele viu que já não sabia de mais nada. Se apoderou de Pedro a tristeza e a profunda a amargura de ter traído o mestre. Não se considerava mais digno nem de ser chamado de discípulo, muito menos de ser lembrado pelo Mestre. Sua vida passou diante de seus olhos como numa tela de cinema e viu como ele era e de como ele cometia erros, mais até do que os outros discípulos. Tão ruim senão pior do que Judas Iscariotes.

Mas essa frase - e a Pedro - era tudo que ele precisa ouvir para começar a ser curado por Deus. Pedro começou a entender que sem Jesus em sua vida ele era um simples pescador. Que o que ele pensava a respeito de si próprio, antes do episódio que ele negou Jesus, havia mudado. Se tornou mais humilde e quebrantado, reconheceu que ele só seria Pedro o apóstolo, o pescador de almas, se ele tivesse Jesus. Sem Jesus ele não passava de um simples dono de barco de pesca.
Um dia o Rei Salomão recebeu de Deus muitas coisas que não havia pedido. Se tornou um homem conhecidíssimo e poderoso em sua época por causa da sabedoria e paz que Deus havia concedido a ele. Só que um dia Salomão por causa da soberba que se instalou em seu coração, achou que podia ser quem ele era com Deus, sem ter Deus. Ele achou que podia viver sem Deus e continuar sendo o mesmo Salomão, independente de Deus. No fim de sua vida cheia de vaidades, chegou à conclusão de que o princípio da Sabedoria era o temor do Senhor.
Pedro começou a entender isso quando um dia ele junto com alguns discípulos pescadores, resolveram sair pra pescar. Jesus os esperava no praia com peixe e pão na brasa. E Jesus começa a tratar as feridas de Pedro, começa a lembrar a Pedro quem ele era e reconhecer isso diante do seu mestre, reconhecer diante de Jesus quem ele realmente era por dentro, para que assim Jesus pudesse começar a transformá-lo naquilo que Deus havia proposto para a vida dele.

“E já era a terceira vez que Jesus se manifestava aos seus discípulos, depois de ter ressuscitado dentre os mortos. E, depois de terem jantado, disse Jesus a Simão Pedro: Simão, filho de Jonas, amas-me mais do que estes? E ele respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta os meus cordeiros. Tornou a dizer-lhe segunda vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Disse-lhe: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas. Disse-lhe terceira vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Simão entristeceu-se por lhe ter dito terceira vez: Amas-me? E disse-lhe: SENHOR, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo. Jesus disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas.” João 21: 14-17


Jesus com sua primeira pergunta para Pedro mostrou para ele que havia dentro de seu coração ainda um desejo de ser melhor do que os outros diante do seu mestre, um coração egoísta, que precisava ser mudado.
Com a segunda pergunta, Jesus lembrou a ele que o amor tem ir além de simples palavras jogadas ao vento, que elas precisam condizer com atitudes geradas por disposições internas de obediência a Deus.
E com a terceira pergunta Jesus fez Pedro reconhecer a soberania de Deus sobre a vida dele. Pedro reconheceu que o que ele sabia, o que ele achava e julgava de bom sobre si mesmo era falso, porque ele precisava entender que Deus era quem devia ser sua força e sua confiança. Pedro estava se sentindo envergonhado, humilhado, estava com seu orgulho ferido. Jesus deixou exposto e patente diante de todos quem realmente era Pedro. A imagem que Pedro havia construído de si próprio para si e para os outros, foi destruída por Jesus.

Reconhecer que somos limitados e totalmente dependentes de Deus. Que Deus não nos criou para que sejamos independentes, que não nos criou para que cuidássemos de nossas próprias vidas. Deus não nos deu essa capacidade, porque fomos criados para viver por meio dEle somente.
Aquelas mulheres quando foram visitar o sepulcro de Jesus pensavam ao caminho como elas retirariam a pedra do sepulcro e quando chegaram lá a pedra já havia sido removida. Existem pedras que é responsabilidade nossa retirar, mas existe uma pedra que só Deus pode retirar e que pedra é essa? É a pedra que nosso coração se tornou. A palavra diz que Deus troca nosso coração de pedra por um de carne, essa é a pedra que só Deus pode remover para que possamos contemplar a ressurreição de Cristo em nós. Ele entra no mais profundo do nosso íntimo para de lá tirar os caminhos maus que temos escondido dentro de nós e que desconhecemos ou por muitas vezes preferimos ignorar e deixar lá quieto, pensando que assim Deus estará tratando. Aí é necessário que o Espírito Santo venha e nos faça perguntas para destruir todo sofisma e fortalezas que foram levantadas dentro de nós e venhamos a nos quebrantar e nos humilhar diante de Deus.

“Na verdade, na verdade te digo que, quando eras mais moço, te cingias a ti mesmo, e andavas por onde querias; mas, quando já fores velho, estenderás as tuas mãos, e outro te cingirá, e te levará para onde tu não queiras. E disse isto, significando com que morte havia ele de glorificar a Deus. E, dito isto, disse-lhe: Segue-me.” João 21:18-19

Jesus mostra para Pedro que um dia ele foi independente, mas que agora ele ia aprender a ser DEPENDENTE de Deus.
No fim de sua vida, Pedro deve ter visto como valeu a pena a dor que sofreu, como foi bom e proveitoso todo aquele aparente sofrimento e vergonha.

Hoje estou começando a entender na pele, assim como Pedro, o que significa a palavra que diz que “a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente”.

Que a Graça, a Paz e a voz do Espírito Santo que retira as pedras de nossos corações e que não esquece nossos nomes, esteja sempre com cada um de nós endireitando nossos caminhos.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Epidemia de Ansiedade


"Por isso vos digo: Não andeis ansiosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestuário?" Matheus 6:25

A dengue é a epidemia do momento. Que assola o nosso querido e amado Rio de Janeiro e tem resultado em muitas perdas de vidas. As autoridades demoraram pra admitir que estávamos passando por uma epidemia e agora o que vemos é resultado de um descaso das autoridades e também da sociedade que não deixa de ter sua parcela de culpa. Uma doença que já é antiga e bem conhecida pelo povo carioca, mas que era ignorado por não ter causado até hoje nenhum problema maior, mas devido ao descaso, estamos hoje vivendo essa horrivel e devastadora epidemia.

Jesus estava diante de pessoas que andavam tão preocupadas em ser e ter as coisas que Ele percebeu que estava ali uma doença da alma humana perigosa. Algo que fazia com que as pessoas esquecessem do que era primordial: O Reino de Deus e a sua Justiça.

Hoje o sistema que domina este mundo tenta fazer com que as pessoas sejam contaminadas pela ansiedade e assim tornando-a uma epidemia. Para onde nós olharmos hoje o que mais vemos são pessoas ansiosas. Ansiosas por ser, ter, estar, poder e etc.
São mulheres preocupadas em ser melhores do que os homens e mostrar que elas tem valor. Homens ansiosos por serem viris, numa sociedade que diz que o homem não pode ser diferente disso. As pessoas preocupadas somente em crescer profissionalmente, prosperar financeiramente, crescer em conhecimento, ter uma casa linda e confortável, um carro do ano, roupas caras e por aí vai.

"E Jesus propôs-lhe uma parábola, dizendo: A herdade de um homem rico tinha produzido com abundância;E ele arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei? Não tenho onde recolher os meus frutos.E disse: Farei isto: Derrubarei os meus celeiros, e edificarei outros maiores, e ali recolherei todas as minhas novidades e os meus bens; E direi a minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e folga. Mas Deus lhe disse: Louco! esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?"

Do que vai me ser útil tudo isso se eu esquecer do Reino e a sua justiça? Conquistar o mundo e perder minha alma, esse será o resultado final que a ansiedade me levará a conquistar.
A ansiedade me faz ser egoista, individualista, ganancioso, invejoso e independente. E isso vem a se tornar uma doença fatal, que vai matando o homem aos poucos, até resultar num óbto espiritual completo.

Esse é o papel do sistema mundano - Nos cegar e aprisionar naquilo que não deve ser prioridade. Tem como objetivo desviar nossa visão de Deus e posicionar nossos olhos em nós mesmos.
Isso já virou epidemia e estamos todos contaminados por essa doença. Mas ainda há um convite sendo feito: "Vinde a mim..."

E por isso graças a Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, que ainda há bálsamo em Gileade, ainda há um Médico em Gileade.

Graça e Paz