sexta-feira, 3 de abril de 2009

Aprendendo e Apreendendo


“Ensina-nos a contar os nossos dias para que o nosso coração alcance sabedoria.” Salmo 90:12

Mais um ano de aprendizado, procurando estar aprovado e mantendo-me sóbrio para não perder o alvo.

Essa é uma frase minha que nasceu de uma reflexão sobre minha vida nesse dia que comemoro mais um ano de vida. No Salmo 90:12 o salmista Moisés pede ao Senhor que o ensine a contar os seus dias, e é algo bom para se meditar.

Como eu tenho contado os meus dias? Será que nesse mais um ano de “aprendizado” eu realmente “aprendi” e “apreendi” algo? Não estou falando de aprender e apreender conhecimento para viver nesse mundo tão somente, mas para viver para Deus e por Deus nesse mundo. Deus sempre está nos ensinando a contar nossos dias, mas quase sempre perdemos as contas e não sabemos onde paramos. Vivemos nossas vidas voltando a contar tudo de novo porque algo tirou nossas atenções da contagem e Deus como uma pedagogo e professor paciente e amoroso volta a nos ensinar tudo desde o inicio. Deus é assim, para nos ensinar Ele nos leva sempre ao inicio de todo aprendizado que realizou em nossas vidas, Ele trás de volta a memória aquilo que só Ele sabe que pode nos dar esperança para prosseguirmos no aprendizado da contagem dos nossos dias.
Aprendi e apreendi que o Senhor não contabiliza o tempo no qual paramos de contar, porque esses dias contamos sozinhos, sem a ajuda de Deus, contamos independente do seu Espírito Santo, contabilizando problemas, mazelas, pecados, jugos e tantas outras coisas que quando estamos sobrecarregados despertamos e percebemos que paramos de aprender a contar nossos dias com Deus.
Podemos aprender com os erros? Sim. Mas se a vida é uma escola e aprendemos errando, todo ano então teremos que repetir aquela matéria que não apreendemos naquele ano. O erro nos leva a não sair do lugar e não saímos do lugar até que aprendamos e apreendamos com Deus a contar os nossos dias. Porque quando deixamos Deus nos ensinar a contar nossos dias o aprendizado e o “apreendizado” é paulatino, constante e progressivo. Não paramos nunca de contar, não paramos nunca de aprender e apreender. E esse ensino tem a finalidade de nos formar pessoas sábias. Quando aprendemos com Deus a contar nossos dias aprendemos a temer o Senhor.

Quando olho para a minha vida vejo o quanto contabilizei com Deus e quanto contabilizei sozinho e chego a uma conclusão: Preciso me manter sóbrio para não perder o alvo do aprendizado, para estar sempre aprovado e assim poder sempre chegar a mais um ano de um proveitoso aprendizado.

Que possamos sempre todos os nossos dias estarmos sendo ensinados por Deus a contar os nossos dias.

Graça e Paz

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Jesus: Salva-Vidas ou Salvador?



“Por que vocês me chamam Senhor, Senhor e não fazem o que eu digo? Eu lhes mostrarei com quem se compara aquele que vem a mim, ouve as minhas palavras e as pratica. É como um homem que, ao construir uma casa, cavou fundo e colocou os alicerces na rocha. Quando veio a inundação, a torrente deu contra aquela casa, mas não a conseguiu abalar, porque estava bem construída. Mas aquele que ouve as minhas palavras e não as pratica, é como um homem que construiu uma casa sobre o chão, sem alicerces. No momento que a torrente deu contra aquela casa, ela caiu, e a sua destruição foi completa.” Lc 6: 46-49


Sabemos a função do salva-vidas. É a pessoa que tem o escopo de evitar afogamentos e assim preservar a vida de quem se vê envolvido em uma situação crítica no mar, em rios ou piscinas.
São aqueles homens que estão sempre prontos e preparados para salvar banhistas nas praias que se encontram em perigo de afogamento. Tá se afogando ou viu alguém se afogando faça sinal para o salva-vidas que ele vai lá te socorrer quantas vezes for necessário, porque ele tá lá pra isso, pra zelar por você na sua falta de cuidado consigo mesmo.
O banhista, na teoria, deveria ficar atento as ordens e orientações dadas pelos salva-vidas sobre o perigo do mar e obedecê-los, mas na prática sabemos que não é assim que funciona.
E se pararmos para olhar honestamente para nossas próprias vidas e de outros irmãos, veremos que estamos tratando o Espírito Santo com um Salva-Vidas. Não temos cuidado nenhum com nossa própria vida espiritual, fazemos o que bem entendemos, passamos muitas vezes por cima de ordens e orientações do Espírito Santo para nós, e quando de repente, como conseqüência natural de tudo isso, começamos nos afogar em nossa desobediência e independência de Deus, aí nos lembramos que temos um Salva-Vidas para nos socorrer.
Essa é uma visão que naturalmente o mundo tem de Jesus e muitos de nós, crentes em Jesus Cristo, também temos essa visão, mas por vezes disfarçada dentro de nós.


No texto citado a cima, Jesus relata que muitos o chamavam de Senhor, que é o mesmo que chama-lo de “Dono”, alguém a quem um individuo deve obediência, respeito e submissão. Só que Jesus mostra que mesmo que esses declarem com seus lábios que Jesus é Senhor para eles, não basta só declarar. Essa declaração não é suficiente para Deus. Para que essa declaração surta efeito para Jesus é necessário acontecer o que o texto relata.


Esse tal individuo que diz que Cristo é seu Senhor precisa primeiro: Ir até Jesus.

Hoje o que vemos e ouvimos é uma espécie de via contrária. Jesus que tem que vir até nós e não mais nós até Ele. Eu creio amados que independente de qualquer coisa e situação, Ele vem até nós e nos livra, mas o primeiro passo para a reconciliação que deu foi Ele. Não deveria haver necessidade dEle continuar tendo que dar outros passos ao nosso encontro e nós ficarmos passivos esperando.
Só tem Jesus como Senhor da sua vida aquele que entende que necessita do senhorio de Cristo em sua vida para que não morra afogado.


O segundo ponto é: Ouvir a sua palavra.
Se entendemos que o senhorio dEle pras nossas vidas são primordiais e isso nos move até Ele, isso significa que esperamos ouvir algo que nos soe como ordens e orientações para o bom andamento das nossas vidas diante de Deus. Para ouvir a palavra de Deus tem que haver de nossa parte a disposição de querer ter intimidade, relacionamento, a proximidade, interesse em ouvir como a coisa mais importante do mundo.


E a terceira coisa é e não menos importante: e as praticar.
Não basta só ouvir, é necessário reter e por em prática. É aí que se consolida o senhorio de Cristo na vida daquele que vai até Jesus, ouve suas palavras e as pratica.
Não praticamos nada que não tenhamos ouvido e retido e também não praticamos nada que não acreditamos. Se não praticamos é por que provavelmente damos pouco ou nenhum crédito aquilo.
Jesus não quer ser Salva-Vidas em nossas vidas. O Seu desejo não é viver num dever só de salvar-nos de afogamentos gerados por freqüentes afogamentos gerados por desobediências as suas ordens e orientações de vida. Esse tipo de dever só gera relacionamento casual e não relacionamento completo, duradouro e pleno.
Jesus quer realizar um salvamento só na nossa vida. Ele deseja salvar o homem da dor eterna que é viver longe do Pai. Ele quer se tornar seu “SALVA-DOR.” Jesus deseja salvar o homem de toda dor que esse mundo proporciona. Isso não significa que as dores vão deixar de existir, mas elas não terão mais o efeito que tinham antes. Todo o domínio que a dor tinha sobre nós passará. A dor do pecado, da injustiça, das doenças, do julgo de satanás e da separação de Deus Ele levou sobre si, para que Ele pudesse se tornar nosso SALVADOR.


Depois que Jesus salva o homem, as outras coisas não passam de ensinamentos para o nosso crescimento e aperfeiçoamento.


Nós, no meio de uma multidão, mas sem Jesus, estamos sós. Sozinhos, trancados num quarto, mas tendo Jesus, nunca estaremos sozinhos, mas a sós com Ele.


Jesus quer nos salvar dessa dor que é estar separados do Pai.
Pare de esperar, vá até Ele.


Graça e Paz

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

A verdadeira Paz e a verdadeira Felicidade


"Isso foi uma carta que escrevi para um amigo de trabalho quando li em seu MSN a seguinte pergunta: A paz e a felicidade se conquista através de gandaia, dinheiro e poder? - E com essa carta respondi a sua pergunta. Vai aí a carta na íntegra."


Olha no que consiste a verdadeira PAZ e a verdadeira FELICIDADE.

“Deixo-lhes a paz; a minha paz lhes dou. Não a dou como o mundo a dá. Não se perturbe o seu coração, nem tenham medo. Vocês me ouviram dizer: Vou, mas volto para vocês.”
João 14:27

Que paz é essa que Jesus tinha se vivia sendo ameaçado de morte, sabia que homens conspiravam o tempo todo contra ele maquinando o seu mal? Que paz é essa que mesmo sabendo que um dos 12 que andava com ele a qualquer momento poderia o entregar por dinheiro? Como um homem que em determinado momento recebe a revelação do Pai que iria morrer como ladrão em uma cruz injustamente, ser abandonado por seus amigos no momento que mais precisaria e ainda traído por um e negado por outro, como esse homem consegue ainda ter paz? Com certeza essa paz o mundo não a pode dar, porque essa paz que Jesus está falando não é essa paz popular que tanto ouvimos falar que o mundo espera e nunca alcança. Essa paz que Jesus quer nos dar é uma paz gerada em sua morte e consumada em sua ressurreição. Essa paz é a paz que excede todo entendimento humano. Essa paz é a reconciliação feita pelo Sangue de Jesus entre nós e Deus. O sangue de Jesus faz eu ser um novamente com o Pai, o sangue de Jesus reconstrói a amizade entre o homem caído, o homem destituído da graça de Deus e Deus, seu Pai, Criador e Senhor. É dessa paz que o mundo precisa. Porque hoje, o mundo, inconsciente e conscientemente escolhe viver em guerra com Deus se mantendo como inimigos de Deus. Escolhendo fazer as suas próprias vontades que são independentes da vontade de Deus fazendo assim um mundo onde o homem não aceita que Deus mande, mas que no mínimo obedeça e sirva bem aos desejos humanos. E esse mundo tem como deus o diabo, lúcifer, satanás; que para satisfazer os seus desejos mentirosos, desperta no homem caído e escravo do seu poder, as mais variadas formas de cobiça, ganância e desejos desequilibrados e desmedidos. Tudo isso em nome da tão sonhada FELICIDADE. A verdadeira paz está em Cristo Jesus porque ele não a dá como o mundo a dá e se Ele não a dá como o mundo a dá, significa que ela nunca foi experimentada antes por nenhum homem se ele não chegou até a Cristo e pediu essa paz.

Felicidade é outra coisa que o mundo busca.

“Todos os dias do oprimido são maus, mas o coração alegre é um banquete contínuo.” Provérbios 15:15

“Se é somente para esta vida que temos esperança em Cristo, somos, de todos os homens, os mais miseráveis.” I Corintios 15:19

A felicidade do homem está ligada à esperança que ele tem de futuro pra sua vida, esperança de futuro está ligada a projetos. Felicidade é um projeto que a humanidade tem desejo de alcançar, mas nuca alcança. Condicionam a felicidade a ter coisas, ou ser alguma coisa e quando alcançam esses projetos rasos, chegam a conclusão que não alcançaram a felicidade. Porque? Porque a felicidade do homem não consiste em ter, ou ser algo para este mundo. Tenha projetos e sonhos, mas não os condicione a esse mundo perecível, porque é provável que seus sonhos e projetos pereçam junto com este mundo, mundo este que tem prazo de validade.
A felicidade se manifesta no coração alegre que se firma na certeza que sua esperança está depositada onde ladrão não pode roubar e nem traça corroer o seu depósito diário guardado em Deus e não neste mundo egoísta e individualista, onde o que vence é o mais forte, o melhor é o que fica em primeiro, onde os donos do mundo são os espertos, onde os fracos não tem vez, o segundo colocado não significa nada e os bobos só servem pra piada. Esse mundo é composto de aparência, pra se viver nele você precisa fingir que é igual a ele, porque se você tentar ser você mesmo, você não serve, você é diferente, você ta por fora.

É esse mundo que busca a felicidade no dinheiro, no sexo desenfreado e no poder que satisfazem todos os desejos do seu deus que é a riqueza, a luxúria e o diabo. Esse mundo a cada dia que passa se torna um lugar menos propicio para a convivência amigável entre o verdadeiro Deus e o homem, pois a humanidade tem procurado criar um mundo onde ela não precise do verdadeiro Deus, mas precise somente do seu deus, criado por eles mesmo, segundo seus próprios desejos e deleites.

Quer viver a verdadeira paz e felicidade?

“Entrega o teu caminho ao Senhor, confie nele e o mais ele fará.” Salmo 37:35

“Seja bendita a sua fonte! Alegre-se com a esposa da sua juventude. Gazela amorosa, corça graciosa; que os seios de sua esposa sempre o fartem de prazer, e sempre o embriaguem os carinhos dela. Por que, meu filho, ser desencaminhado pela mulher imoral? Por que abraçar o seio de uma leviana? O Senhor vê os caminhos do homem e examina todos os seus passos.” Provérbios 5: 18-21

Só assim poderemos entender porque Jesus estava tão feliz e tranqüilo diante da morte e de tudo que estava passando. Só assim podemos entender que paz é essa que ele deixa disponível a todos que se achegam a ele.

A nossa essência está em Deus, as respostas que precisamos está em Deus, tudo disponível em Cristo Jesus, então ... “Busquem o Senhor enquanto é possível achá-lo; clamem por ele enquanto está perto.”


Valeu mano. Espero ter te abençoado.

Paz

David


sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Vaidade


"Todas as coisas são trabalhosas; o homem não o pode exprimir; os olhos não se fartam de ver, nem os ouvidos se enchem de ouvir. O que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se fará; de modo que nada há de novo debaixo do sol. Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é novo? Já foi nos séculos passados, que foram antes de nós." Ec 1: 8-10


Até hoje, nada mudou, nada se tornou novo, é tudo a mesma coisa sempre todos os dias.
Tudo o que o homem come ou bebe, quando não é pra afirmar o que ele é, é para fazer com que as pessoas acreditem naquilo que ele não é.

Tudo que o homem veste, compra e usa é para firmar sua auto-estima diante de uma sociedade que teme assumir o que é.

Nada mudou! Nada se tornou novo! Tudo continua sendo vaidade.

A vaidade é uma doença que podemos comparar com o virus do HIV.
O HIV é o vírus que causa a AIDS. Nem todos que têm o HIV têm AIDS, mas todos os que
têm AIDS têm o HIV. O HIV leva à AIDS quando o sistema imunológico fica tão fraco, que
o organismo contrai várias infecções, tais como a tuberculose e o cobreiro. Estas são chamadas
de “infecções oportunistas”, porque usam a oportunidade que o HIV oferece para infectar o
organismo. São estas e outras doenças que matam a pessoa, e não o HIV ou a AIDS. Enquanto parecia quieto lá na dele, parecia não gerar problemas maiores, mas quando algo desencadeou isso numa doença, ele iniciou processo de destruição.

Quando os olhos do homem foi aberto no Éden, esse virua chamado vaidade espalhou muitas doenças. Com o tempo a vaidade se aprimorou e descobriu um horizonte de oportunidades de se saciar. Desenfreou o desejo de ter e o de ser, ao ponto de modificar personalidades e moldar caráter.

Tudo o que é bom a vaidade aproveita para transformar em ruim.

A vaidade descobriu no sexo, no poder e no dinheiro a fonte para satisfazer todos os seus prazeres.

Por um instante olhei para este mundo e para as pessoas que andam e correm de um lado a outro sem chegar a lugar nenhum e sem saber, afinal, para onde estão indo, porque na verdade não sabem nem para onde eles tem que ir.Olhei por um instante para isso tudo, como um espectador, como alguém que estivesse só assistindo a isso tudo, como quem que não estivesse nesse mundo, por um instante percebi que tudo é vaidade se não houver um porquê. Não um porquê disso tudo, mas um porquê do homem nessa vida.

Olhei e percebi que até o que eu fiz nesse pequeno instante não era novo. Não fui o primeiro, talves não seja o único e com certeza não serei o ultimo.

Preservar intacto o seu "eu" interior primário nesse mundo de vaidade é muito dificil.

Adão não sabia, mas a vaidade fez os homens que vieram após ele descobrir que o sexo tem formas, tamanhos e meios de dar prazer desmedidos.

Eva não sabia, mas a vaidade fez as mulheres que vieram após ela descobrir que tinha poder para fazer muito mais que convencer um homem comer de um fruto proibido.

A vaidade desnudou diante dos olhos humanos muito mais que um simples corpo físico nú, mas desnudou dependências e vicios, desnudou fraquezas e impotências e arrebanhou para si escravos da sua vontade desmedida, insaciável e descontrolada. Desnudou o que tinha de pior na natureza humana.

A vaidade dá tudo o que os olhos desejam ter, que a alma deseja sentir e o corpo deseja experimentar. Tudo isso não é novo, tudo isso é vaidade sobre vaidade. E o fim que a vaidade deseja para nós é a morte.

Um instante é pouco, deixei de ser espectador e voltei pra história.

Mas fica-nos a pergunta: "Quem nos livrará do corpo dessa morte?"

Ou pra ficar melhor: Quem deixaremos nos livrar da vaidade que quer nos levar à morte? Quem?


Graça e Paz

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Diferentes do Mundo ou Semelhantes a Cristo?




“Responderam, pois, os judeus, e disseram-lhe: Que sinal nos mostras para fazeres isto? Jesus respondeu, e disse-lhes: Derribai este templo, e em três dias o levantarei. Disseram, pois, os judeus: Em quarenta e seis anos foi edificado este templo, e tu o levantarás em três dias? Mas ele falava do templo do seu corpo. Quando, pois, ressuscitou dentre os mortos, os seus discípulos lembraram-se de que lhes dissera isto; e creram na Escritura, e na palavra que Jesus tinha dito.” Jo 2:18-22


“Fomos chamados para sermos diferentes do mundo.” Essa é uma afirmativa muito comum feita por cristãos da modernidade. Isso está tão incrustado na mente das pessoas que esquecemos da verdade do evangelho que diz que fomos chamados para sermos santo como nosso Deus é santo, que devemos ser imitadores de Deus, semelhantes a Cristo Jesus e não diferentes do mundo.

Nesse texto destacado a cima quero chamar atenção para os discípulos referente a Jesus. Esse texto diz que eles só compreenderam o que Jesus falou só depois da ressurreição. Quando lemos a bíblia vemos como os discípulos tiveram dificuldade de compreender Jesus, mesmo estando com ele sempre, aprendendo dele sempre, não o compreendiam. Eram diferentes das pessoas do mundo daquela época, mas eram diferentes de Jesus também.

O que vemos hoje dentro das igrejas são pessoas diferentes do mundo, mas que também são diferentes de Jesus. Muitos que estão se convertendo hoje, na sua grande maioria, não experimentam conversão genuína, mas sim uma aceitação de mudança de postura referente as pessoas do mundo. Muitos têm vindo para a igreja pelo fato de estar na moda, ser legal, ser prazeroso, agradável, ter uma boa musica, uma boa aparência de bondade. Hoje ser “crente” é sinônimo de pessoa boazinha e próspera financeiramente, mas não compreenderam a verdadeira proposta do evangelho. E quando Jesus chega pra esses e apresenta a parte árdua do evangelho, eles acham duro o discurso.

“E qualquer que não levar a sua cruz, e não vier após mim, não pode ser meu discípulo.” Lc 14:27

“Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me;” Mt 16:14

“Jesus, pois, lhes disse: Na verdade, na verdade vos digo que, se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos.” Jo 6:53

Os discípulos andavam com Jesus, mas pensavam nele como um rei terreno, viam Jesus algumas vezes da mesma forma que O mundo o via. Como um homem que veio para satisfazer desejos terrenos, interesses mundanos. Não conseguiam ver o Pai nele, não sabiam qual era o caminho que deviam O seguir. É assim que nos colocamos as vezes diante de Deus, andando com Deus num nível muito raso e terreno.

Não tenho que ser diferente do mundo, não tenho nada com o mundo, assim como Jesus disse que vinha o deus desse século e que Ele nada haver com ele, assim temos que ser. Não temos que nos preocupar com o mundo, mas sim em se parecer com Cristo. Não temos que procurar ser diferentes do mundo, mas sim em ser semelhantes a Cristo e deixar com que Jesus realize em nós a sua obra que nos faz diferentes do mundo e diferentes também desse estereotipo cristão estranho que criamos que nunca compreende nada do Reino de Deus.

Tenhamos como meta o “ser imitadores de Deus” e não o “ser diferentes do mundo”.

Graça e paz naquele que realiza e é tudo em todos.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Servos por Gratidão – Filhos por Graça


“De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o SENHOR, para glória de Deus Pai.” Fp 2: 5-11

Vou tentar ser sucinto e claro no que eu quero passar com esse texto. Porque o que percebo hoje é que esse assunto de filho ou servo gera crise em muitas pessoas.
Quando leio com atenção e coração aberto esse texto viajo para o deserto onde Jesus foi tentado pelo diabo e quando penso no deserto no qual Jesus estava sendo tentado, porque o Espírito Santo o levou para esse fim, lembro-me do deserto no qual o povo de Israel passou 40 anos residindo e quando penso nisso tudo lembro que aquele povo era propriedade exclusiva de Deus e que Jesus estava no deserto na condição de Filho do Homem, mas também como Filho de Deus. E a palavra de Deus afirma que somos filhos de Deus em Cristo, sendo Ele, Jesus, o primogênito e nós nEle filhos de Deus.

Mas aqui eu quero tocar num ponto muito pertinente a esse assunto de filho e servo. O povo de Israel antes que fossem libertos da escravidão do Egito, nunca se rebelaram contra o rei do Egito, se submetiam totalmente a ele porque sabiam que se não agissem assim, seriam castigados e até mortos. Só que depois que foram libertos e foram levados ao deserto por Deus, eles começam a se considerar tão importantes que na primeira oportunidade que tiveram se rebelaram contra Deus. Trazendo isso para os dias de hoje, eu fico imaginando esse povo dizendo para Deus que eles não mereciam estar passando por aquilo no deserto porque afinal eles eram ou não eram povo exclusivo de Deus? Eram filhos do Deus Altíssimo, Dono do Ouro e da Prata. Não queriam ter com Deus menos do que tinham quando estavam no Egito escravizados. Queriam estar com Deus, mas não abriam mão das coisas que tinham no Egito, saíram do Egito, mas o Egito não havia saído de dentro deles. Fico imaginando eles jogando a Palavra em face de Deus cobrando cumprimento dela e exigindo de Deus explicações do porque eles terem que passar por aquilo no deserto, pois afinal, no Egito eles tinham carne, eles tinham roupas, eles tinham o que precisavam e agora no deserto tem que se contentar em ficar com a mesma roupa e comer maná, carne de codornizes e beber água de uma rocha, obedecer as ordens de Moisés e Araão. Isso não é vida de um filho de Deus! E por conta dessa atitude, dessa demonstração de coração cheio de soberba e orgulho morreram todos no deserto.

Já Jesus estava lá no deserto sendo tentando pelo diabo que procurava através de questionamentos convencê-lo de que Deus não era seu pai. Satanás quando incentiva Jesus a transformar a pedra em pão, ele simplesmente está fazendo com que Jesus veja que um pai nunca vai se alegrar em ver um filho seu passar fome tanto tempo. Mas Jesus responde na palavra, mas o diabo não se dá por vencido e na segunda tentação ele questiona novamente a paternidade de Deus dizendo para Jesus que a palavra do seu suposto pai diz que Ele(Deus) daria ordem a seus anjos para guardá-lo se por acaso ele tropeçasse, mostrando para Jesus que um pai de verdade nunca deixará seu filho cair e se machucar. Só que Jesus dá uma resposta na palavra mostrando sua posição e coração diante de Deus. E o diabo oferece a Jesus tudo o que julgava que Deus daria a Ele, mas sem o sofrimento que Deus propôs a Jesus, só que Ele mostrou a satanás que já tinha um Senhor e que não havia na vida dele espaço para outro senhor.
Vivemos tanto tempo servindo ao diabo que nos acostumamos às facilidades dele e achamos que Deus tem que nos dar facilidades também. Nos tornamos filhos ingratos que se sentem tão filhos e cheios de direitos que resolvemos colocar o pai contra a parede para exigir a herança que nos é de direito.
Em Lucas 15 vemos a parábola do filho pródigo e descobrimos dois filhos que tinham o coração de filhos ingratos, soberbos e orgulhosos, que mostraram com suas atitudes que não conheciam o pai. Para um aprender a dar valor ao seu pai, foi necessário sofrer pra entender que o pai tinha muito mais valor que a herança que ele tinha pra dar.
O primeiro filho volta com um coração de servo, após perder toda a herança que o pai lhe deu. Voltou com um coração humilde para com o pai, pronto e disposto a ser servo e não mais filho. Enquanto o outro filho questiona o pai pelo tratamento diferenciado e faz exigências também ao pai, mostrando que o que o pai pode dar é mais valioso pra ele do que o próprio pai.
Porque nosso coração muda com tanta facilidade com Deus? No principio com Deus o que mais importava pra nós era Ele, dizíamos que só Ele era o que nos importava, que só tínhamos Ele como nossa herança e que não tínhamos mais nada, mas o tempo passou e descobrimos que estar com Deus nos dá muitos direitos, ser filho de Deus nos dá muitos direitos e isso acaba por ensoberbecer muitos corações, desviando-os desse Deus gracioso. Acredito que foi nosso coração de servos gratos que fez com que Deus se apaixonasse por nós e nos adotasse como filhos. Esse coração servil é que não pode mudar.
De acordo com a Lei de Deus (Dt 15: 12-15, Ex 21:2-6)um escravo hebreu só podia ficar nessa condição durante 6 anos e no sétimo ano deveria ser liberto de graça, mas se esse servo decidisse abrir mão da sua liberdade para servi-lo pra sempre por amor, o servo tinha que ser levado diante de Deus e sua orelha seria furada com uma sovela e daí em diante esse servo serviria pra sempre a esse senhor, mas passava a ser considerado como filho e não mais um escravo comum.
Éramos escravos, Deus nos comprou dessa escravidão e nos deu a liberdade para fazermos com ela o que bem entendêssemos, mas por gratidão e amor, maravilhados por essa atitude dEle, pois afinal, não éramos povo, nem procurávamos por Ele, mas ele nos amou pela sua graça e por essa graça nos libertou, e por isso com o coração cheio de gratidão e humildade reconhecemos que somos dEle para sempre, não pelos benefícios que isso pode me dar, mas por Ele, tão somente por Ele.

Esse mundo pra nós hoje é um enorme e desgastante deserto que precisamos passar por ele para que possamos chegar na nossa Canaã Celestial, então por isso, não podemos morrer nesse deserto. E para que sobrevivamos a ele é necessário que tenhamos o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus.

Somos servos por gratidão e fomos adotados como filhos por graça e de graça. Por isso, seja um filho com um coração de servo, sejamos filhos a imagem e semelhança do Filho Primogênito de Deus.

Que a paz e a graça de Deus Pai reine sempre em nossas vidas.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Escravos da liberdade


"Estes são os que dentre os homens foram comprados como primícias para Deus e para o Cordeiro." Ap 14:4b

Fomos comprados por Cristo quando ainda éramos escravos do pecado. Estávamos de baixo da servidão imposta por satanás, devido a origem de nossa desobediência a Deus - o pecado de Adão - Assim, nos tornamos escravos de nossas concupiscência, fazendo as vontades daquele que nos sujeitou - O diabo, o senhor deste século; nós, seus escravos, por meio do pecado da desobediência.
"A escravidão é a prática social em que um ser humano tem direitos de propriedade sobre outro designado por escravo, ao qual é imposta tal condição por meio da força. Em algumas sociedades desde os tempos mais remotos os escravos eram legalmente definidos como uma mercadoria. Os preços variavam conforme o sexo, a idade, a procedência e destino, pois os que iam para as minas de ouro valiam muito mais."

"A história da escravidão no mundo é tão antiga quanto a da própria humanidade. Porém a forma mais comum de escravidão registrada históricamente tem origem a partir da relação de forças entre conquistadores e conquistados, com os primeiros impondo a condição servil aos segundos. Povos inteiros eram submetidos à servidão por terem sucumbido ao poder de um determinado conquistador."

Não tínhamos força e nem poder em nós para nos libertarmos da servidão do pecado e do diabo. Deus deu leis aos homens para mostrá-los que nunca conseguiriam liberdade por suas próprias capacidades. O homem precisava reconhecer sua fragilidade e impotência diante do pecado e do diabo entregando-se por inteiro à Deus em submissão e total confiança no poder que Ele possuia para libertá-lo.

O preço a ser pago era alto, só havia uma alternativa para se pagar o valor exigido. O interessado nos escravos precisava assumir a dívida de todos, dos escravos vivos, dos mortos e até dos que ainda haveriam de nascer. Tarefa difícil, tarefa que exigia sacrifício e entrega total.

“O qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho a seu tempo.” I Tm 2:6

Jesus cumpriu todas as exigências e por meio da cruz com o sangue da sua vida, pagou toda a nossa dívida e nos comprou para si. Passamos a pertencer, por direito de compra e venda, a outro senhor, agora não mais escravos do pecado, mas agora escravos de Cristo. Deixamos de ser mercadorias do diabo, para sermos mercadorias de Cristo.

“Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus.” I Co 6:20

Fostes comprados por bom preço; não vos façais servos dos homens.” I Co 7:23

A história poderia parar por aqui, porque é muito melhor sermos escravos e mercadorias de Cristo, Senhor dos senhores, Justo e Fiel, bom e rico em compaixão, amor, misericórdia e graça; do que ser do pecado e do diabo.

Mas, o nosso Senhor fez mais e melhor por nós.

“Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz.” Cl 2:14

"Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão." Gl 5:1

"E, libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça." Rm 6:18

Jesus, após nos comprar, nos deu a carta de alforria, a garantia de nossa liberdade definitiva. Estamos livres! E agora podemos escolher e decidir o que vamos fazer com essa liberdade! Não precisamos mais fazer o que nos mandam! Não precisamos mais ter medo, agora poderemos seguir o caminho que nós mesmos traçarmos pra nós!

"A carta de alforria era um documento através do qual o proprietário de um escravo rescindia dos seus direitos de propriedade sobre o mesmo. O escravo liberto por esse dispositivo era habitualmente chamado de negro forro."

E agora?! O que faremos com essa liberdade que recebemos?

“Não sabeis vós que a quem vos apresentardes por servos para lhe obedecer, sois servos daquele a quem obedeceis, ou do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça? Mas graças a Deus que, tendo sido servos do pecado, obedecestes de coração à forma de doutrina a que fostes entregues. E, libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça. Porque, quando éreis servos do pecado, estáveis livres da justiça. E que fruto tínheis então das coisas de que agora vos envergonhais? Porque o fim delas é a morte. Mas agora, libertados do pecado, e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação, e por fim a vida eterna.” Rm 6:16-22

Abriremos mão dessa liberdade para servirmos por amor e gratidão àquele que nos comprou e nos libertou? Ou nos entregaremos conscientes à escravidão àquele que nos manteve a vida inteira em servidão desumana?

Rasgaremos a carta de alforria como sinal da nossa escolha por serví-lo de boa vontade ou escolheremos o caminho da ingratidão e do egoísmo?

"Então disse Jesus aos doze: Quereis vós também retirar-vos? Respondeu-lhe, pois, Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós?Se só tu tens as palavras da vida eterna. E nós temos crido e conhecido que tu és o Cristo, o Filho do Deus vivente." Jo 6: 67-69

Se nos apresentármos a Ele como servos arrependidos, Ele nos receberá como filhos, se nos apresentármos como servos obedientes, Ele nos receberá como amigos.

"E, tornando em si, disse: Quantos servos de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome!Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e perante ti; Já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como um dos teus servos.E, levantando-se, foi para seu pai; e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou. Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa; e vesti-lho, e ponde-lhe um anel na mão, e alparcas nos pés; E trazei o bezerro cevado, e matai-o; e comamos, e alegremo-nos; Porque este meu filho estava morto, e reviveu, tinha-se perdido, e foi achado. E começaram a alegrar-se." Lc 15: 17-20,22-24

"Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos.Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando." Jo 15:13-14

Muitos negros quando receberam suas liberdades não sabiam o que fazer com elas, pois afinal, muitos foram escravos durante toda a sua vida e por isso não sabiam pra onde ir. E nós, sabemos pra onde estamos indo?

Enquanto estivermos peregrinando por esta terra não deixaremos nunca de sermos servos. Mas o fator que determinará para que lugar estamos indo só ficará claro quando cada um de nós respondermos a seguinte pergunta pra nós mesmos: A qual senhor eu pertenço? A qual senhor eu tenho obedecido?

Pare e pense nisso!



Àquele no qual nossa liberdade é perfeitamente exercida, seja a glória e força e o senhorio agora e para todo sempre, pelos séculos dos séculos. Amém


Graça e Paz