sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Vaidade


"Todas as coisas são trabalhosas; o homem não o pode exprimir; os olhos não se fartam de ver, nem os ouvidos se enchem de ouvir. O que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se fará; de modo que nada há de novo debaixo do sol. Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é novo? Já foi nos séculos passados, que foram antes de nós." Ec 1: 8-10


Até hoje, nada mudou, nada se tornou novo, é tudo a mesma coisa sempre todos os dias.
Tudo o que o homem come ou bebe, quando não é pra afirmar o que ele é, é para fazer com que as pessoas acreditem naquilo que ele não é.

Tudo que o homem veste, compra e usa é para firmar sua auto-estima diante de uma sociedade que teme assumir o que é.

Nada mudou! Nada se tornou novo! Tudo continua sendo vaidade.

A vaidade é uma doença que podemos comparar com o virus do HIV.
O HIV é o vírus que causa a AIDS. Nem todos que têm o HIV têm AIDS, mas todos os que
têm AIDS têm o HIV. O HIV leva à AIDS quando o sistema imunológico fica tão fraco, que
o organismo contrai várias infecções, tais como a tuberculose e o cobreiro. Estas são chamadas
de “infecções oportunistas”, porque usam a oportunidade que o HIV oferece para infectar o
organismo. São estas e outras doenças que matam a pessoa, e não o HIV ou a AIDS. Enquanto parecia quieto lá na dele, parecia não gerar problemas maiores, mas quando algo desencadeou isso numa doença, ele iniciou processo de destruição.

Quando os olhos do homem foi aberto no Éden, esse virua chamado vaidade espalhou muitas doenças. Com o tempo a vaidade se aprimorou e descobriu um horizonte de oportunidades de se saciar. Desenfreou o desejo de ter e o de ser, ao ponto de modificar personalidades e moldar caráter.

Tudo o que é bom a vaidade aproveita para transformar em ruim.

A vaidade descobriu no sexo, no poder e no dinheiro a fonte para satisfazer todos os seus prazeres.

Por um instante olhei para este mundo e para as pessoas que andam e correm de um lado a outro sem chegar a lugar nenhum e sem saber, afinal, para onde estão indo, porque na verdade não sabem nem para onde eles tem que ir.Olhei por um instante para isso tudo, como um espectador, como alguém que estivesse só assistindo a isso tudo, como quem que não estivesse nesse mundo, por um instante percebi que tudo é vaidade se não houver um porquê. Não um porquê disso tudo, mas um porquê do homem nessa vida.

Olhei e percebi que até o que eu fiz nesse pequeno instante não era novo. Não fui o primeiro, talves não seja o único e com certeza não serei o ultimo.

Preservar intacto o seu "eu" interior primário nesse mundo de vaidade é muito dificil.

Adão não sabia, mas a vaidade fez os homens que vieram após ele descobrir que o sexo tem formas, tamanhos e meios de dar prazer desmedidos.

Eva não sabia, mas a vaidade fez as mulheres que vieram após ela descobrir que tinha poder para fazer muito mais que convencer um homem comer de um fruto proibido.

A vaidade desnudou diante dos olhos humanos muito mais que um simples corpo físico nú, mas desnudou dependências e vicios, desnudou fraquezas e impotências e arrebanhou para si escravos da sua vontade desmedida, insaciável e descontrolada. Desnudou o que tinha de pior na natureza humana.

A vaidade dá tudo o que os olhos desejam ter, que a alma deseja sentir e o corpo deseja experimentar. Tudo isso não é novo, tudo isso é vaidade sobre vaidade. E o fim que a vaidade deseja para nós é a morte.

Um instante é pouco, deixei de ser espectador e voltei pra história.

Mas fica-nos a pergunta: "Quem nos livrará do corpo dessa morte?"

Ou pra ficar melhor: Quem deixaremos nos livrar da vaidade que quer nos levar à morte? Quem?


Graça e Paz

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Diferentes do Mundo ou Semelhantes a Cristo?




“Responderam, pois, os judeus, e disseram-lhe: Que sinal nos mostras para fazeres isto? Jesus respondeu, e disse-lhes: Derribai este templo, e em três dias o levantarei. Disseram, pois, os judeus: Em quarenta e seis anos foi edificado este templo, e tu o levantarás em três dias? Mas ele falava do templo do seu corpo. Quando, pois, ressuscitou dentre os mortos, os seus discípulos lembraram-se de que lhes dissera isto; e creram na Escritura, e na palavra que Jesus tinha dito.” Jo 2:18-22


“Fomos chamados para sermos diferentes do mundo.” Essa é uma afirmativa muito comum feita por cristãos da modernidade. Isso está tão incrustado na mente das pessoas que esquecemos da verdade do evangelho que diz que fomos chamados para sermos santo como nosso Deus é santo, que devemos ser imitadores de Deus, semelhantes a Cristo Jesus e não diferentes do mundo.

Nesse texto destacado a cima quero chamar atenção para os discípulos referente a Jesus. Esse texto diz que eles só compreenderam o que Jesus falou só depois da ressurreição. Quando lemos a bíblia vemos como os discípulos tiveram dificuldade de compreender Jesus, mesmo estando com ele sempre, aprendendo dele sempre, não o compreendiam. Eram diferentes das pessoas do mundo daquela época, mas eram diferentes de Jesus também.

O que vemos hoje dentro das igrejas são pessoas diferentes do mundo, mas que também são diferentes de Jesus. Muitos que estão se convertendo hoje, na sua grande maioria, não experimentam conversão genuína, mas sim uma aceitação de mudança de postura referente as pessoas do mundo. Muitos têm vindo para a igreja pelo fato de estar na moda, ser legal, ser prazeroso, agradável, ter uma boa musica, uma boa aparência de bondade. Hoje ser “crente” é sinônimo de pessoa boazinha e próspera financeiramente, mas não compreenderam a verdadeira proposta do evangelho. E quando Jesus chega pra esses e apresenta a parte árdua do evangelho, eles acham duro o discurso.

“E qualquer que não levar a sua cruz, e não vier após mim, não pode ser meu discípulo.” Lc 14:27

“Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me;” Mt 16:14

“Jesus, pois, lhes disse: Na verdade, na verdade vos digo que, se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos.” Jo 6:53

Os discípulos andavam com Jesus, mas pensavam nele como um rei terreno, viam Jesus algumas vezes da mesma forma que O mundo o via. Como um homem que veio para satisfazer desejos terrenos, interesses mundanos. Não conseguiam ver o Pai nele, não sabiam qual era o caminho que deviam O seguir. É assim que nos colocamos as vezes diante de Deus, andando com Deus num nível muito raso e terreno.

Não tenho que ser diferente do mundo, não tenho nada com o mundo, assim como Jesus disse que vinha o deus desse século e que Ele nada haver com ele, assim temos que ser. Não temos que nos preocupar com o mundo, mas sim em se parecer com Cristo. Não temos que procurar ser diferentes do mundo, mas sim em ser semelhantes a Cristo e deixar com que Jesus realize em nós a sua obra que nos faz diferentes do mundo e diferentes também desse estereotipo cristão estranho que criamos que nunca compreende nada do Reino de Deus.

Tenhamos como meta o “ser imitadores de Deus” e não o “ser diferentes do mundo”.

Graça e paz naquele que realiza e é tudo em todos.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Servos por Gratidão – Filhos por Graça


“De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o SENHOR, para glória de Deus Pai.” Fp 2: 5-11

Vou tentar ser sucinto e claro no que eu quero passar com esse texto. Porque o que percebo hoje é que esse assunto de filho ou servo gera crise em muitas pessoas.
Quando leio com atenção e coração aberto esse texto viajo para o deserto onde Jesus foi tentado pelo diabo e quando penso no deserto no qual Jesus estava sendo tentado, porque o Espírito Santo o levou para esse fim, lembro-me do deserto no qual o povo de Israel passou 40 anos residindo e quando penso nisso tudo lembro que aquele povo era propriedade exclusiva de Deus e que Jesus estava no deserto na condição de Filho do Homem, mas também como Filho de Deus. E a palavra de Deus afirma que somos filhos de Deus em Cristo, sendo Ele, Jesus, o primogênito e nós nEle filhos de Deus.

Mas aqui eu quero tocar num ponto muito pertinente a esse assunto de filho e servo. O povo de Israel antes que fossem libertos da escravidão do Egito, nunca se rebelaram contra o rei do Egito, se submetiam totalmente a ele porque sabiam que se não agissem assim, seriam castigados e até mortos. Só que depois que foram libertos e foram levados ao deserto por Deus, eles começam a se considerar tão importantes que na primeira oportunidade que tiveram se rebelaram contra Deus. Trazendo isso para os dias de hoje, eu fico imaginando esse povo dizendo para Deus que eles não mereciam estar passando por aquilo no deserto porque afinal eles eram ou não eram povo exclusivo de Deus? Eram filhos do Deus Altíssimo, Dono do Ouro e da Prata. Não queriam ter com Deus menos do que tinham quando estavam no Egito escravizados. Queriam estar com Deus, mas não abriam mão das coisas que tinham no Egito, saíram do Egito, mas o Egito não havia saído de dentro deles. Fico imaginando eles jogando a Palavra em face de Deus cobrando cumprimento dela e exigindo de Deus explicações do porque eles terem que passar por aquilo no deserto, pois afinal, no Egito eles tinham carne, eles tinham roupas, eles tinham o que precisavam e agora no deserto tem que se contentar em ficar com a mesma roupa e comer maná, carne de codornizes e beber água de uma rocha, obedecer as ordens de Moisés e Araão. Isso não é vida de um filho de Deus! E por conta dessa atitude, dessa demonstração de coração cheio de soberba e orgulho morreram todos no deserto.

Já Jesus estava lá no deserto sendo tentando pelo diabo que procurava através de questionamentos convencê-lo de que Deus não era seu pai. Satanás quando incentiva Jesus a transformar a pedra em pão, ele simplesmente está fazendo com que Jesus veja que um pai nunca vai se alegrar em ver um filho seu passar fome tanto tempo. Mas Jesus responde na palavra, mas o diabo não se dá por vencido e na segunda tentação ele questiona novamente a paternidade de Deus dizendo para Jesus que a palavra do seu suposto pai diz que Ele(Deus) daria ordem a seus anjos para guardá-lo se por acaso ele tropeçasse, mostrando para Jesus que um pai de verdade nunca deixará seu filho cair e se machucar. Só que Jesus dá uma resposta na palavra mostrando sua posição e coração diante de Deus. E o diabo oferece a Jesus tudo o que julgava que Deus daria a Ele, mas sem o sofrimento que Deus propôs a Jesus, só que Ele mostrou a satanás que já tinha um Senhor e que não havia na vida dele espaço para outro senhor.
Vivemos tanto tempo servindo ao diabo que nos acostumamos às facilidades dele e achamos que Deus tem que nos dar facilidades também. Nos tornamos filhos ingratos que se sentem tão filhos e cheios de direitos que resolvemos colocar o pai contra a parede para exigir a herança que nos é de direito.
Em Lucas 15 vemos a parábola do filho pródigo e descobrimos dois filhos que tinham o coração de filhos ingratos, soberbos e orgulhosos, que mostraram com suas atitudes que não conheciam o pai. Para um aprender a dar valor ao seu pai, foi necessário sofrer pra entender que o pai tinha muito mais valor que a herança que ele tinha pra dar.
O primeiro filho volta com um coração de servo, após perder toda a herança que o pai lhe deu. Voltou com um coração humilde para com o pai, pronto e disposto a ser servo e não mais filho. Enquanto o outro filho questiona o pai pelo tratamento diferenciado e faz exigências também ao pai, mostrando que o que o pai pode dar é mais valioso pra ele do que o próprio pai.
Porque nosso coração muda com tanta facilidade com Deus? No principio com Deus o que mais importava pra nós era Ele, dizíamos que só Ele era o que nos importava, que só tínhamos Ele como nossa herança e que não tínhamos mais nada, mas o tempo passou e descobrimos que estar com Deus nos dá muitos direitos, ser filho de Deus nos dá muitos direitos e isso acaba por ensoberbecer muitos corações, desviando-os desse Deus gracioso. Acredito que foi nosso coração de servos gratos que fez com que Deus se apaixonasse por nós e nos adotasse como filhos. Esse coração servil é que não pode mudar.
De acordo com a Lei de Deus (Dt 15: 12-15, Ex 21:2-6)um escravo hebreu só podia ficar nessa condição durante 6 anos e no sétimo ano deveria ser liberto de graça, mas se esse servo decidisse abrir mão da sua liberdade para servi-lo pra sempre por amor, o servo tinha que ser levado diante de Deus e sua orelha seria furada com uma sovela e daí em diante esse servo serviria pra sempre a esse senhor, mas passava a ser considerado como filho e não mais um escravo comum.
Éramos escravos, Deus nos comprou dessa escravidão e nos deu a liberdade para fazermos com ela o que bem entendêssemos, mas por gratidão e amor, maravilhados por essa atitude dEle, pois afinal, não éramos povo, nem procurávamos por Ele, mas ele nos amou pela sua graça e por essa graça nos libertou, e por isso com o coração cheio de gratidão e humildade reconhecemos que somos dEle para sempre, não pelos benefícios que isso pode me dar, mas por Ele, tão somente por Ele.

Esse mundo pra nós hoje é um enorme e desgastante deserto que precisamos passar por ele para que possamos chegar na nossa Canaã Celestial, então por isso, não podemos morrer nesse deserto. E para que sobrevivamos a ele é necessário que tenhamos o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus.

Somos servos por gratidão e fomos adotados como filhos por graça e de graça. Por isso, seja um filho com um coração de servo, sejamos filhos a imagem e semelhança do Filho Primogênito de Deus.

Que a paz e a graça de Deus Pai reine sempre em nossas vidas.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Escravos da liberdade


"Estes são os que dentre os homens foram comprados como primícias para Deus e para o Cordeiro." Ap 14:4b

Fomos comprados por Cristo quando ainda éramos escravos do pecado. Estávamos de baixo da servidão imposta por satanás, devido a origem de nossa desobediência a Deus - o pecado de Adão - Assim, nos tornamos escravos de nossas concupiscência, fazendo as vontades daquele que nos sujeitou - O diabo, o senhor deste século; nós, seus escravos, por meio do pecado da desobediência.
"A escravidão é a prática social em que um ser humano tem direitos de propriedade sobre outro designado por escravo, ao qual é imposta tal condição por meio da força. Em algumas sociedades desde os tempos mais remotos os escravos eram legalmente definidos como uma mercadoria. Os preços variavam conforme o sexo, a idade, a procedência e destino, pois os que iam para as minas de ouro valiam muito mais."

"A história da escravidão no mundo é tão antiga quanto a da própria humanidade. Porém a forma mais comum de escravidão registrada históricamente tem origem a partir da relação de forças entre conquistadores e conquistados, com os primeiros impondo a condição servil aos segundos. Povos inteiros eram submetidos à servidão por terem sucumbido ao poder de um determinado conquistador."

Não tínhamos força e nem poder em nós para nos libertarmos da servidão do pecado e do diabo. Deus deu leis aos homens para mostrá-los que nunca conseguiriam liberdade por suas próprias capacidades. O homem precisava reconhecer sua fragilidade e impotência diante do pecado e do diabo entregando-se por inteiro à Deus em submissão e total confiança no poder que Ele possuia para libertá-lo.

O preço a ser pago era alto, só havia uma alternativa para se pagar o valor exigido. O interessado nos escravos precisava assumir a dívida de todos, dos escravos vivos, dos mortos e até dos que ainda haveriam de nascer. Tarefa difícil, tarefa que exigia sacrifício e entrega total.

“O qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho a seu tempo.” I Tm 2:6

Jesus cumpriu todas as exigências e por meio da cruz com o sangue da sua vida, pagou toda a nossa dívida e nos comprou para si. Passamos a pertencer, por direito de compra e venda, a outro senhor, agora não mais escravos do pecado, mas agora escravos de Cristo. Deixamos de ser mercadorias do diabo, para sermos mercadorias de Cristo.

“Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus.” I Co 6:20

“Fostes comprados por bom preço; não vos façais servos dos homens.” I Co 7:23

A história poderia parar por aqui, porque é muito melhor sermos escravos e mercadorias de Cristo, Senhor dos senhores, Justo e Fiel, bom e rico em compaixão, amor, misericórdia e graça; do que ser do pecado e do diabo.

Mas, o nosso Senhor fez mais e melhor por nós.

“Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz.” Cl 2:14

"Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão." Gl 5:1

"E, libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça." Rm 6:18

Jesus, após nos comprar, nos deu a carta de alforria, a garantia de nossa liberdade definitiva. Estamos livres! E agora podemos escolher e decidir o que vamos fazer com essa liberdade! Não precisamos mais fazer o que nos mandam! Não precisamos mais ter medo, agora poderemos seguir o caminho que nós mesmos traçarmos pra nós!

"A carta de alforria era um documento através do qual o proprietário de um escravo rescindia dos seus direitos de propriedade sobre o mesmo. O escravo liberto por esse dispositivo era habitualmente chamado de negro forro."

E agora?! O que faremos com essa liberdade que recebemos?

“Não sabeis vós que a quem vos apresentardes por servos para lhe obedecer, sois servos daquele a quem obedeceis, ou do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça? Mas graças a Deus que, tendo sido servos do pecado, obedecestes de coração à forma de doutrina a que fostes entregues. E, libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça. Porque, quando éreis servos do pecado, estáveis livres da justiça. E que fruto tínheis então das coisas de que agora vos envergonhais? Porque o fim delas é a morte. Mas agora, libertados do pecado, e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação, e por fim a vida eterna.” Rm 6:16-22

Abriremos mão dessa liberdade para servirmos por amor e gratidão àquele que nos comprou e nos libertou? Ou nos entregaremos conscientes à escravidão àquele que nos manteve a vida inteira em servidão desumana?

Rasgaremos a carta de alforria como sinal da nossa escolha por serví-lo de boa vontade ou escolheremos o caminho da ingratidão e do egoísmo?

"Então disse Jesus aos doze: Quereis vós também retirar-vos? Respondeu-lhe, pois, Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós?Se só tu tens as palavras da vida eterna. E nós temos crido e conhecido que tu és o Cristo, o Filho do Deus vivente." Jo 6: 67-69

Se nos apresentármos a Ele como servos arrependidos, Ele nos receberá como filhos, se nos apresentármos como servos obedientes, Ele nos receberá como amigos.

"E, tornando em si, disse: Quantos servos de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome!Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e perante ti; Já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como um dos teus servos.E, levantando-se, foi para seu pai; e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou. Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa; e vesti-lho, e ponde-lhe um anel na mão, e alparcas nos pés; E trazei o bezerro cevado, e matai-o; e comamos, e alegremo-nos; Porque este meu filho estava morto, e reviveu, tinha-se perdido, e foi achado. E começaram a alegrar-se." Lc 15: 17-20,22-24

"Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos.Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando." Jo 15:13-14

Muitos negros quando receberam suas liberdades não sabiam o que fazer com elas, pois afinal, muitos foram escravos durante toda a sua vida e por isso não sabiam pra onde ir. E nós, sabemos pra onde estamos indo?

Enquanto estivermos peregrinando por esta terra não deixaremos nunca de sermos servos. Mas o fator que determinará para que lugar estamos indo só ficará claro quando cada um de nós respondermos a seguinte pergunta pra nós mesmos: A qual senhor eu pertenço? A qual senhor eu tenho obedecido?

Pare e pense nisso!



Àquele no qual nossa liberdade é perfeitamente exercida, seja a glória e força e o senhorio agora e para todo sempre, pelos séculos dos séculos. Amém


Graça e Paz


segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Festa no Deserto: O deserto não é o nosso lar.


“E depois foram Moisés e Arão e disseram a Faraó: Assim diz o SENHOR Deus de Israel: Deixa ir o meu povo, para que me celebre uma festa no deserto”. Exodo 5:1

Deus ouviu o clamor por socorro daquele povo. Povo esse escolhido para ser seu, para sua glória entre as nações estava escravizado no Egito. E Deus envia um libertador, para retirá-los do Egito passar com eles pelo deserto a caminho de uma terra de descanso que manava leite e mel – Canaã. Mas antes de chegar nessa terra de descanso e delícias esse povo tinha que marcar sua peregrinação por esse deserto com uma festa para Deus.

O apóstolo Paulo escreve em sua carta aos romanos assim: “Mas nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos, e não agradar a nós mesmos. Portanto cada um de nós agrade ao seu próximo no que é bom para edificação. Porque também Cristo não agradou a si mesmo, mas, como está escrito: Sobre mim caíram as injúrias dos que te injuriavam. Porque tudo o que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras tenhamos esperança.”Cap:1-4 – Ou seja, tudo que o povo de Israel passou no deserto, está escrito para que hoje nós venhamos aprender como nos comportarmos diante deste mundo tenebroso, que para nós hoje, não passa de um deserto. Onde temos que aprender a nos relacionar bem, a nos suportarmos em amor, a nos importarmos mais em agradar ao próximo do que a nós mesmos, até porque Jesus pagou tudo por nós, mas deixou uma dívida para nós pagarmos, que foi o amor uns pelos outros. Essa é a dívida que assumimos com Cristo em relação ao nosso próximo. E o maior desafio que temos hoje nas nossas vidas nessa peregrinação por esse mundo é marcá-la com festas para Deus. Mas que festa é essa? Que tipo de festa celebrarei para Deus? Você pode estar se fazendo esse tipo de pergunta, assim como há um pouco mais de dois anos atrás eu me fiz quando Deus me deu essa palavra para que eu vivesse. Mas prossiga junto comigo que você entenderá.

Esse povo foi tirado da escravidão imposta pelo Rei do Egito, assim como nós fomos resgatados da escravidão imposta pelo diabo deus deste mundo. Eles através de Moisés e nós através de Cristo. Moisés pré-figurava Jesus no antigo testamento, nosso Salvador e Libertador. Eles passaram a ter a consciência que agora teriam um lar, uma terra preparada pra eles prometida por Deus; nós, da mesma forma, tomamos consciência em Cristo que esse mundo aqui não tem mais nada a nos oferecer, porque nos foi revelado que temos um lar, uma terra preparada pra nós prometida por Deus em Jesus, portanto nossa visão a respeito desse mundo hoje tem que ser como quem se vê numa peregrinação por um deserto. Deserto não é lugar de moradia fixa, se fosse Deus mandaria aquele povo construir casas e não tendas! O deserto não é o nosso lar! Estamos só de passagem por esse deserto. E durante essa passagem vamos encontrar desafios, inimigos virão ao nosso encontro para impedir que cumpramos nossa viagem, vai haver desânimo, aparente escassez de mantimentos, dúvidas, cansaço, gigantes, frio, calor, medo, incerteza e muitas outras coisas que o deserto tentará provocar em nós para que venhamos a perder o alvo, o nosso principal objetivo – honrar a Deus.

A fé não nos isenta de dúvida, porque a dúvida é não saber se irá ver acontecer o que se deseja. Mas a fé não se baseia em saber se vai acontecer, mas sim em crer, sem ter base no ver, que vai acontecer. Fé é esperança e esperança que se vê não é esperança. Mas se esperamos em Cristo, podemos esperar com paciência porque Ele é Fiel e Justo para cumprir tudo o que prometeu. E é baseado nisso que esperamos a nossa chegada nesse lar que Ele preparou para nós. Mas antes temos que fazer festa para Deus no deserto. No evangelho segundo Lucas está escrito assim: “Digo-vos que assim haverá festa no céu por um pecador que se arrepende, mais do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento...Assim vos digo que há festa diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende.” Cap. 15: 7,10 - Ou seja, nossa peregrinação precisa ser marcada por isso, por pecadores arrependidos diante do Senhor, essa é a festa que Deus quer que promovamos no deserto para Ele.

Deus não quer que nos embaracemos com as coisas dessa vida desértica e que nem morramos nesse deserto. Ele quer nos receber, abrindo as portas do céu para nós entrarmos como fiéis. Não deixemos nossas dúvidas e anseios serem maiores que nossa fé e obediência assim como o povo de Israel fez. Façamos tendas e não casas no deserto, não se apegue ao deserto, não ame o deserto, não crie vínculos com o deserto, porque o deserto não é seu lar.

Guardemos firme a esperança de sermos recebidos por Cristo Jesus nas portas do céu como vitoriosos, para que possamos estar aptos por Ele e nEle a ouvirmos a esperada frase “Venham benditos de meu Pai! Recebam como herança o Reino que lhes foi preparado desde a criação do mundo.”


Àquele que é Fiel e Justo para guardar o nosso depósito e cumprir tudo o que prometeu seja a honra, a glória, a força e o poder agora e para todo o sempre, pelos séculos dos séculos. Amém

Graça e Paz

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Tu me amas? Me prove!


"E, depois de terem jantado, disse Jesus a Simão Pedro: Simão, filho de Jonas, Naquele dia conhecereis que estou em meu Pai, e vós em mim, e eu em vós.E ele respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta os meus cordeiros.Tornou a dizer-lhe segunda vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Disse-lhe: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas.Disse-lhe terceira vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Simão entristeceu-se por lhe ter dito terceira vez: Amas-me? E disse-lhe: SENHOR, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo. Jesus disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas. Na verdade, na verdade te digo que, quando eras mais moço, te cingias a ti mesmo, e andavas por onde querias; mas, quando já fores velho, estenderás as tuas mãos, e outro te cingirá, e te levará para onde tu não queiras.E disse isto, significando com que morte havia ele de glorificar a Deus. E, dito isto, disse-lhe: Segue-me".

Sei que já ouvimos e lemos muitas intrepretações e pregações à respeito desse texto. Mas uma coisa me chamou muito a atenção esses dias. Nós, Cristãos, temos uma certa facilidade, que beira, as vezes, a pricipitação de nos emocionármos com uma palavra, canção ou história e declaramos que amamos o Senhor Jesus. Não estou descartando e nem desvalorizando a legitimidade de tal declaração, mas as escrituras nos adverte sobre o amor só de palavras.

"Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade.E nisto conhecemos que somos da verdade, e diante dele asseguraremos nossos corações;Sabendo que, se o nosso coração nos condena, maior é Deus do que o nosso coração, e conhece todas as coisas". I Jo 3: 18-20

E entendo que Jesus, além de estar ensinando algo muito valioso a Pedro, está nos ensinando também que não é suficiente dizer, tem que provar. E provar com atitudes e ação em verdade.
Fomos chamados a prudência e não a precipitação.
Pedro pela emoção e autoconfiança, se precipitou e disse que morreria por Cristo, mas na realidade ele O negaria. (Jo13:36-38)
Jesus, então, estava ensinando a Pedro e a nós hoje que não basta dizer, tem que provar.

"Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu? E dele temos este mandamento: que quem ama a Deus, ame também a seu irmão." I Jo 4:20-21

Se esse amor por Deus não for provado por meio do meu amor praticado para com o próximo, esse amor falado é mentiroso e inútil pra Deus. O meu amor não é provado e aprovado por palavras, mas sim por prática em verdade das mesmas obras que Ele fez, por andar como Ele andou, amar como Ele amou, ser imitador de Deus como Ele foi e por permanecer nEle.

"Quem ama a sua vida perdê-la-á, e quem neste mundo odeia a sua vida, guardá-la-á para a vida eterna.Se alguém me serve, siga-me, e onde eu estiver, ali estará também o meu servo. E, se alguém me servir, meu Pai o honrará." Jo 12:25-26

"Se me amais, guardai os meus mandamentos. Naquele dia conhecereis que estou em meu Pai, e vós em mim, e eu em vós." Jo 14: 15,21

Quando pronuncio com palavras que amo o Senhor, há uma exigência divina: Prove!

Porque aquele que diz amar o Senhor O ouve e O obedece. Quem diz amar o Senhor tem que provar esse amor para que ele não seja só de honraria de inúteis palavras jogadas ao vento. (Mt 15:8)

Quem diz amar o Senhor tem que estar disposto a cuidar e pastorear bem o que é dEle e tem que estar disposto a diminuir para que Ele cresça; se dar para que Ele receba o seu melhor; até se dispor a morrer para não perder nenhum dos quais Ele confiou a você.

Quando morremos com Cristo, a cédula da nossa dívida foi rasgada, mas ressuscitamos com Ele tendo uma dívida que temos o dever de pagar: "...o amor de uns pelos outros, pois aquele que ama seu próximo tem cumprido a lei." Rm 13:8

Amas-me? Prove!

Quando eu mostrar ao mundo que amo a Deus, amando as pessoas com a minha vida, o mundo saberá que Jesus está em mim e eu nEle. Assim como o Pai está nEle e Ele no Pai e aí em fim, sem medo poderei dizer:

Senhor, tu sabes todas as coisas e sabes que te amo.

Graça e Paz



quinta-feira, 5 de junho de 2008

Jesus em cada passo que dou.


"Então ele se levantou, e foi a Sarepta; e, chegando à porta da cidade, eis que estava ali uma mulher viúva apanhando lenha; e ele a chamou, e lhe disse: Traze-me, peço-te, num vaso um pouco de água que beba.E, indo ela a trazê-la, ele a chamou e lhe disse: Traze-me agora também um bocado de pão na tua mão.Porém ela disse: Vive o SENHOR teu Deus, que nem um bolo tenho, senão somente um punhado de farinha numa panela, e um pouco de azeite numa botija; e vês aqui apanhei dois cavacos, e vou prepará-lo para mim e para o meu filho, para que o comamos, e morramos.E Elias lhe disse: Não temas; vai, faze conforme à tua palavra; porém faze dele primeiro para mim um bolo pequeno, e traze-mo aqui; depois farás para ti e para teu filho.Porque assim diz o SENHOR Deus de Israel: A farinha da panela não se acabará, e o azeite da botija não faltará até ao dia em que o SENHOR dê chuva sobre a terra." I Rs 17:10-14

Ontem, não vivi uma história tão dura e sofrível como essa mulher e seu filho viveram, mas pude provar um pouquinho da graça e cuidado que Deus teve por essa família, guardada é claro suas devidas proporções.

Essa mulher já havia perdido as esperanças quanto a sua situação, já estava para acabar sua comida e depois não teria mais como se alimentar e nem alimentar o filho. O jeito era esperarem a morte juntos depois da ultima e derradeira refeição, era o que lhe restava, esperar o fim. Devia estar a muito tempo esperando que algo mudasse, que alguma provisão viesse, mas nada mudava. Pelo contrário, só se agravava mais a situação, o pior parecia inevitável.

Eu trabalho com vendas, num negócio próprio e que estava passando por um período de seca e dificuldade também. E assim como essa mulher, eu estava já me preparando para o pior, perdendo as esperanças de ver algo mudar, pensando já em desistir, parecia que ia tudo continuar do mesmo jeito e eu ia ter que só esperar mesmo o fim chegar.

Só que assim como aconteceu com essa mulher, não foi diferente comigo ontem. Deus enviou a provisão antes que a farinha da vasilha acabasse e o azeite da botija se secasse. As vendas surgiram de uma maneira tão inesperada e tão milagrosa, que só me restou alegrar-me e ver Jesus nisso.

O Senhor Jesus não chega atrasado, Ele sempre tem hora marcada pra chegar e mudar nossa sorte.

Assim como essa mulher viu e eu pude também ver,
Veja hoje você também, Jesus em cada passo seu!

Graça e Paz.